sexta-feira, 21 de março de 2014

Porto no peito


Os filhos crescem, as mães não.
Eu vejo meus filhos sempre por ai,
Ainda crianças,
Correndo brincando, sorrindo, caindo, chorando, levantando.
São pequenas Larissinhas,
Com enormes olhos brilhantes,
Curiosos, felizes, felizes
Olhos verdes, azuis, castanhos,
    Estas outras menininhas
       me olham e sorriem...
Talvez me vejam um pouco mãe também
No entanto são sempre A minha Larissinha,
Que canta na apresentação da escola:
“ – Como é bom ser criança,
Ficar na barriga, e depois nascer”...
Os Arielzinhos são mais corporais,
Tem cabelinho loiro, e olhos que não se cessam de buscar o novo
Correr, subir, descer,
Contestar e convencer seduzindo
O Ariel ama com os braços,
Abraça com suas mãos poderosas,
Ama fazendo, construindo,
Em silêncio, de preferência em silêncio.
Se movendo. Sendo,
Passos largos, pausas longas,
Riso alto e bom, ( como o avô)
Eles são assim, um certo jeito,
Anjos feitos,
Perto de mim,
Aportados no peito...

Maelida
 


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